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Porém, clube quer que o atacante tenha um contrato de risco

Written By Redação on terça-feira, 13 de março de 2012 | 01:58

  O Flamengo, como sempre, abre as portas para o Imperador. A rescisão de contrato de Adriano com o Corinthians foi anunciada, nesta segunda-feira, pelo clube paulista, e não há mais obstáculos para o artilheiro voltar ao clube em que mais brilhou. Entre a função de vice de futebol e a condição de torcedor, Paulo César Coutinho se divide. O coração quer o jogador de volta para já, mas a cabeça do dirigente pesa prós e contras. Se o atacante aceitar um contrato de risco, a dupla com Vagner Love pode ser reeditada, e o Império do Amor, reconstruído.
                                              
                                                 Corinthians deu adeus a Adriano

“Se ele topar vir e receber por jogodisputado, posso levar a ideia para a presidente. Chegar para não jogar é que não dá, o Flamengo está sem dinheiro”, disse Coutinho, que imagina até o modelo do contrato.

“Se o salário dele for de R$ 300 mil, por exemplo, e ele jogar 10 jogos no mês, recebe R$ 30 mil por jogo”.

Além da briga contra a balança, ainda não vencida por Adriano este ano, pesa contra a vinda dele o histórico de problemas. As faltas frequentes, sumiços na favela e suposto envolvimento com traficantes preocupam o vice de futebol.

                            Cartola frisa que Adriano pode ser problema ou solução

No coração de Coutinho há a esperança de que o retorno ao Flamengo possa motivar o Imperador a ser aquele jogador que foi artilheiro do Brasileiro em 2009, quando o Rubro-Negro se sagrou hexacampeão. Mas ainda há o temor de que a indisciplina e os velhos hábitos sejam soberanos.

“Acho que ele até pode vir, se empolgar, entrar em forma e voltar a ser o Imperador. Mas pode também encontrar os amigos dele da Vila Cruzeiro e se desvirtuar. Como torcedor, quero para já. Adoro o Imperador, ele nos deu o hexa. Adoraria que voltasse e nos desse o hepta. Mas tenho que agir com o cérebro e não com o coração”, pondera Coutinho, que ressalta o risco do negócio.

“Ele seria mais um problema. Ou a solução. É meio a meio. Para apostar no meio a meio, vou para Las Vegas. Não depende de mim. A presidente tem que concordar, o vice de Finanças, tem que ver se não há problema com o Corinthians, com quem temos uma boa relação. Contamos com o Deivid, o Vagner Love... Há outros setores mais deficientes”, analisou.
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