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O ditado diz que quem é rei nunca perde a majestade.

Written By Redação on terça-feira, 23 de outubro de 2012 | 17:52

                                         O ditado diz que quem é rei nunca perde a majestade. Porém, o ex-jogador Reinaldo, um dos maiores ídolos da história do Atlético-MG, contraria o entendimento e abre mão do posto por livre e espontânea vontade. A “coroa”, ele próprio garante, está muito bem na cabeça de quem é, no momento, o principal nome do elenco alvinegro: Ronaldinho Gaúcho. Diante do futebol apresentado por R49, Reinaldo abdicou da posição que ficou na memória dos atleticanos. O motivo é a chance de ver o time do coração levantar o troféu do Campeonato Brasileiro. Uma conquista que ele, em mais de uma década de serviços prestados ao Galo, não conseguiu.

A chance de o Atlético-MG conquistar o título brasileiro, que não chega desde 1971, é real. Mais precisamente de 9%, segundo o matemático Tristão Garcia. Mais concreta do que essa possibilidade, no entanto, é a empolgação e a alegria do torcedor com a temporada do Atlético-MG. O time foi campeão mineiro invicto, além de liderar o Brasileirão por 15 rodadas e, agora, estar na cola do Fluminense. Entre os torcedores alvinegros, está Reinaldo, o atual técnico do Villa Nova, equipe de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. O ídolo do Galo aposta na qualidade de Ronaldinho Gaúcho para consagrar o ano.

- É um dos maiores jogadores que passaram pelo Atlético-MG. É um jogador internacional, que já conquistou todos os títulos. E tem uma qualidade, uma exuberância, uma delicadeza impressionantes. Abdico de minha coroa de rei por Ronaldinho.

Reinaldo acredita que a passagem de R49 pelo Galo deu certo porque, além da qualidade do atleta, o ambiente que ele encontrou em Belo Horizonte o favoreceu.
                              
- Além da inteligência e da qualidade técnica, Ronaldinho faz coisas impressionantes. Aliás, os jogadores que o enfrentam se assustam quando a bola chega aos pés dele. Ele dá alguns passes que ninguém acredita. E entrou bem no Atlético-MG, foi recebido com carinho. Minas Gerais demonstrou todo o apoio a ele.

Se o novo rei do Galo poderá ser campeão brasileiro, Reinaldo esbarrou duas vezes na conquista. A primeira, no trágico Campeonato Brasileiro de 1977. O Atlético-MG, de Reinaldo, foi vice-campeão invicto. A final, disputada contra o São Paulo, em março de 1978, foi perdida nos pênaltis, em pleno Mineirão. Suspenso, o artilheiro do campeonato não entrou em campo, mas assistiu e sentiu a dor dos companheiros, que viram o Mineirão em silêncio e lágrimas.

Pouco mais de dois anos depois, em junho de 1980, novo tropeço, desta vez, no Maracanã. Após vencer o Flamengo, no primeiro jogo da final, por 1 a 0, em Belo Horizonte, Reinaldo, desta vez em campo, foi derrotado no jogo da volta, por 3 a 2.

 
                                      

Mas para ver o Galo campeão, o time precisa não apenas vencer. Ronaldinho Gaúcho e companhia têm de torcer por tropeços do líder Fluminense, que está seis pontos à frente. Para Reinaldo, a favor do Atlético-MG estão os próximos seis adversários, mais fáceis que os do Tricolor, segundo ele. Além disso, apontou que a vitória sobre os cariocas, no último domingo, por 3 a 2, no último minuto, aumentou a esperança.

- Há boas chances de título. São seis rodadas, e os adversários são mais fáceis que os do Fluminense. Essa vitória demonstrou que o Atlético-MG está vivo no campeonato, que vai dar uma pressão. Se o Fluminense derrapar, der uma escorregada, o Galo vai chegar.

Dos seis adversários, o Galo enfrentará três em casa e três fora. No Independência, receberá Flamengo, Atlético-GO e Cruzeiro. Fora, terá pela frente Coritiba, Vasco e Botafogo. O Flu, no Rio, jogará com Coritiba, Cruzeiro e Vasco. Longe, enfrentará São Paulo, Palmeiras e Sport.

                                                                        Comando certo


Outro ponto que Reinaldo vê como positivo é o comando do “mago” Cuca. O ídolo atleticano apontou até mesmo semelhanças do trabalho do atual treinador atleticano com o também gênio Telê Santana.

- Cuca é um treinador que há bastante tempo monta boas equipes. Mas não tinha visto esse trabalho de perto. Quando veio para Minas, para o Cruzeiro, comecei a reparar. É um treinador que faz um jogo ofensivo, um jogo técnico. É até meio nostálgico, meio que um Telê Santana. E nosso time, o Villa Nova, teve a oportunidade de treinar com o Atlético-MG (veja o vídeo acima). Vi de perto a capacidade, o dedo do Cuca no time. É o grande mago, o grande maestro, até porque foi ele quem escolheu esse genial Ronaldinho.
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