Baseado na eficiência, o Goiás arrancou uma virada sobre o Vasco, na noite desta quarta-feira, no Serra Dourada, e largou na frente na disputa por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Na marra, o placar de 2 a 1 foi construído por Walter, de pênalti, e Roni, após gol de Edmílson com um minuto de jogo e não foi fiel ao volume que as equipes apresentaram.
Agora, a vantagem na decisão em São Januário, no dia 24 de outubro, é do time esmeraldino, que se classifica com um empate. Os cariocas, por outro lado, se garantem com um simples 1 a 0. Em caso de repetição do resultado, a decisão vai para os pênaltis.
Mal deu tempo de o Goiás tocar na bola, e o Vasco surpreendeu no Serra Dourada. Com pouco mais de um minuto, Marlone achou Edmílson na área, o atacante driblou Renan e empurrou para o fundo das redes. Tão surpreendente quanto a vantagem logo no início foi a postura cruz-maltina, bem diferente das quatro derrotas consecutivas. Mas quando a fase não é boa, nada vem fácil. Aos oito, Walter cobrou pênalti que Cris cometeu ao desviar com a mão: 1 a 1. Ainda assim, o time carioca não se deixou abalar e foi superior durante quase toda a etapa.
A maior posse de bola, no entanto, não foi traduzida em vantagem. Ora por adiantar demais a bola, ora por errar o último passe, o Vasco perdeu chances e parou em Renan. Enquanto isso, Jomar e Walter travam duelo ríspido, com várias faltas do zagueiro, que tentava desestabilizar o rival. A única grande oportunidade foi de Roni, que, cara a cara com Michel Alves, chutou por cima do gol, aos 38 minutos. O lance deu um gás ao Esmeraldino, que equilibrou as ações.
O alto número de atendimentos médicos chamou a atenção, mas os 22 jogadores voltaram do intervalo para a partida. Apoiada em Walter e suas belas arrancadas, a equipe de Enderson Moreira também insistia no jogo aéreo. Por sua vez, o visitante seguia com espaço para atacar e esteve ainda mais perto de marcar o segundo. Mas errava o alvo frequentemente. Até que o castigo veio. Roni, que estava para sair, bateu cruzado, e Michel Alves não foi capaz de evitar.
Faltavam 15 minutos, e Dorival Júnior já não via mais reação no Vasco, que demonstrava desorganização e um princípio de desespero. Colocou, então, de uma vez só Wendel e Reginaldo nos lugares de Marlone e Dakson, respectivamente. O resultado teve pouco efeito na prática, e o seu time apenas tocou a bola sem conseguir penetrar. No lucro, o Goiás já não se expunha e fez sua tática dar certo no finzinho com uma marcação praticamente perfeita.

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