Claudinei Oliveira e Tite. O primeiro, aos 44 anos, dá os primeiros passos como técnico de uma equipe profissional, após seis temporadas vitoriosas no comando das equipes de base do Santos. O segundo, 52 anos, já tem uma carreira consolidada, coroada em 2012 com os títulos da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes pelo Corinthians.
Treinadores de histórias diferentes, eles estarão frente a frente no clássico deste domingo, às 16h (de Brasília), em Araraquara (SP), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. E se veem em situação semelhante: a da incerteza. Ambos não sabem se permanecerão em seus empregos na próxima temporada.
Tanto Claudinei como Tite chegam ao clássico na berlinda. O santista, apesar de o Peixe ser o melhor time paulista do Brasileirão (8º lugar, 43 pontos) e dos recentes elogios do presidente em exercício Odílio Rodrigues, não é uma unanimidade no Comitê de Gestão do clube e já teve o trabalho colocado em dúvida mais de uma vez, tanto após a goleada sofrida para o Barcelona (8 a 0, em agosto) como depois do empate por 1 a 1 com o lanterna Náutico, na Vila Belmiro, há um mês.
O corintiano, por sua vez, esteve perto de deixar o cargo na semana retrasada, antes de o Timão dar adeus à Copa do Brasil. Depois de uma longa reunião no CT Joaquim Grava, por conta dos resultados ruins da equipe no Brasileirão, a cúpula do Alvinegro do Parque São Jorge decidiu manter o técnico até dezembro, pelo menos – quando chega ao fim o contrato do treinador. Pesou a favor de Tite o apoio do elenco, cuja base é a que trabalhou ao lado do comandante nas conquistas do ano passado.
Em meio ao futuro incerto dos técnicos, Santos e Corinthians foram clubes que se destacaram, nos últimos anos, pela aposta em trabalhos de longo prazo. Antes de Claudinei assumir o Peixe, por exemplo, Muricy Ramalho foi mantido no cargo por dois anos e um mês, conquistando dois títulos paulistas, uma Libertadores e a Recopa Sul-Americana. Tite, por sua vez, está há três anos no Timão, com cinco conquistas: um Brasileirão, uma Libertadores, um Mundial de Clubes, um Paulista e uma Recopa.
O clássico de domingo pode ser decisivo para as pretensões de ambos os times – e para o futuro de seus líderes no banco de reservas. Uma vitória santista aproxima o Peixe da briga por vaga na Libertadores e fortalece Claudinei, que tem bom aproveitamento nos confrontos com os dois principais rivais que estão na Série A (duas vitórias sobre o São Paulo e um empate com o Corinthians).
Se o Timão levar a melhor, além do fim da ressaca pela eliminação na Copa do Brasil e de se afastar das últimas posições, a equipe dá sobrevida a Tite, já que até o retorno ao torneio continental passaria a ser possível – o Alvinegro poderia ficar a sete pontos do G-4, dependendo dos resultados da rodada.

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