O time do Vasco pode até estar preparado para a ‘Batalha de Joinville’. Os jogadores, entretanto, não ficaram satisfeitos com a diretoria. Ao contrário do esperado pelos dirigentes, a promessa do pagamento de R$ 1 milhão de prêmio à comissão técnica e ao elenco pela permanência na Série A do Brasileiro não foi bem recebida. Com salários atrasados desde setembro, a atitude foi vista como estratégia do clube para pressionar ainda mais a equipe.
Vasco briga contra rebaixamento
Contrariados, os jogadores cobraram o pagamento de pelo menos um mês de salário atrasado antes da decisão contra o Atlético-PR, amanhã, na Arena Joinville. A diretoria ainda deve o pagamento dos salários de setembro e de outubro. O referente a novembro vencerá no próximo dia 20. Os dirigentes até buscaram, ontem, uma maneira de conseguir o dinheiro necessário.
Embora ainda não tenha reconhecido oficialmente a transferência de Marlone para o Cruzeiro, a diretoria vascaína tentou convencer a da equipe mineira a adiantar parte do dinheiro da venda da jovem promessa. Em vão.
Não houve tempo hábil para repassar e depositar o dinheiro durante o expediente bancário. Já os jogadores fizeram a parte deles no último dia de treino em São Januário — hoje a atividade será na Arena Joinville. Em campo, o técnico Adilson Batista diminuiu o ritmo e comandou apenas um animado rachão.
O lateral-esquerdo Yotún ressaltou o profissionalismo do grupo. “O tempo passou e o resultado não foi como a gente esperava, mas estamos aqui para tirar o Vasco dessa situação. Somos homens e temos de assumir as nossas responsabilidades. O clube está mal, mas ainda temos um jogo”, afirmou o peruano.
André treina, mas está fora
No treino recreativo de ontem, o técnico Adilson Batista surpreendeu ao permitir que o atacante André, afastado ao longo da semana, treinasse com os demais jogadores. Ele, como o comandante havia afirmado na quinta-feira, porém, não foi relacionado e praticamente deu adeus ao Vasco.
Tímida, torcida marca presença
Quem esperava uma grande festa da torcida em São Januário no último treino da equipe no Rio de Janeiro nesta temporada, teve de se contentar com a presença tímida de aproximadamente 50 torcedores, que apenas acompanharam ao treinamento.
Comandados pelo folclórico Mister M vascaíno, que na última quarta-feira convocou os torcedores para motivar os jogadores antes da viagem para Joinville, o grupo ainda tentou autógrafos dos jogadores, que, por causa da viagem, não tiveram tempo para atender aos pedidos.
Quem também esteve presente em campo foi o presidente do Gigante da Colina, Roberto Dinamite. Parado no acesso ao vestiário, o dirigente cumprimentou alguns atletas e conversou com o técnico Adilson Batista.

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